Dica de série no YouTube: HISTÓRIAS DO BRASIL

A série Histórias do Brasil, mostra em formato de documentário o Brasil, a partir de histórias intercaladas com depoimentos e resgate de documentos. Várias versões de diferentes processos pelos quais o país passou vai sendo contado, iniciando em 1530 até a criação de Brasília.

 Uma produção jamais feita de pequenas histórias da História do Brasil. Um feito digno de nota e cujo obrigação nossa é difundir.

1 – Antes do Brasil, Cabo Frio, 1530. Acreditando tratar-se de um francês, um grupo de índios Tupinambás captura o alemão Franz Hassen e o preparam para o ritual antropofágico. A disputa por riquezas naturais e pela honra permeia a história de um povo feito de pessoas muito diferentes. Comentários do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (UFRJ).

2- Colonização Rio de Janeiro, 1580: o português Fernão Barreto é um senhor de engenho que possui 50 escravos, todos “negros da terra”, ou seja, índios. Sua propriedade está sob ameaça de ataque de tribos vizinhas. Lopes Magalhães, um mercador de escravos, oferece a Barreto algumas peças de negros de Angola e tenta convencer o senhor de engenho que os africanos são melhores escravos do que os índios. Comentários de Mary del Priore, Eduardo Viveiros de Castro (UFRJ), Ronald Raminelli (UFF), Alberto da Costa e Silva e John Monteiro (Unicamp).

3 – Guerra pelo açúcar A ocupação holandesa no Nordeste comentada pelos historiadores Jorge Couto (Universidade de Lisboa), Evaldo Cabral de Mello, Ronaldo Vainfas (UFF) e Mary del Priore Bandeirantes

4 – Entradas e bandeiras O mameluco Jerônimo conhece bem o sertão e serve de guia para uma expedição bandeirante. Ele precisará usar todo o seu conhecimento para salvar a vida do jovem Pedro, seu patrão e meio-irmão. Comentários dos historiadores Márcio Roberto Alves dos Santos, Jorge Couto, Kátia Maria Abud (USP), John Monteiro (Unicamp) e Ronaldo Vainfas (UFF).

5 – Ouro e cobiça (Ouro Preto, 1719) A sociedade mineradora mostrada a partir da oficina do artesão de esculturas Manuel Correia. Seu patrão, o português Antônio Vidal, vive do trabalho de suas cinco negras quituteiras, escravas de ganho que, para reunir a quantia devida, às vezes recorrem à prostituição. Seus clientes são os escravos que trabalham na região das minas e que pagam em ouro em pó. O ouro é guardado nas imagens de santo confeccionadas por Manuel. Comentários de Angelo Alves Carrara (UFJF), Caio César Boschi (PUC-MG) e Junia Furtado (UFMG).

6 – Leituras perigosas, Rio de Janeiro, em 1794 O cirurgião Manoel Toledo obtém de um contrabandista um exemplar das “Fábulas de La Fontaine”, um dos muitos livros proibidos pela Metrópole. Toledo, que participa de uma Sociedade Literária, pretende difundir o livro proibido encadernando-o no meio de textos liberados e assim escapar da fiscalização. No meio da noite, enquanto trabalha nisso, batem à sua porta. São três soldados carregando um homem ferido e inconsciente que Toledo reconhece ser o contrabandista. O comandante da tropa pede a Toledo para reanimar o contrabandista para que os soldados possam arrancar dele os nomes de seus clientes. Comentários de Lúcia Bastos (UFRJ) e Claudia Heynemann (Arquivo Nacional).

7 – O sangrador e o doutor, Rio de Janeiro, 1820 Benedito, um ex-escravo de 5o anos, conhecido como curador, é levado até um rico palacete cujo proprietário, João Alencar está doente. Após um rápido exame, Benedito decide começar o tratamento com uma sangria. Dois dias depois, Alencar está de pé. Grato ao ex-escravo, resolve ir pessoalmente à sua modesta casa para agradecê-lo pessoalmente. Depara-se então com um culto de candomblé e fica horrorizado. Comentários de Alberto da Costa e Silva, Mary del Priore (Universo, Lilia Moritz Schwarcz (USP), Tânia Pimenta (Fiocruz) e Gabriela dos Reis Sampaio (UFBA).

8 – Vida e morte no Paraguai, Tuiuti, 1866. No acampamento do Exército Aliado, três amigos se divertem conversando sobre Alfredo, colega deles que se feriu em circunstâncias misteriosas. Cada amigo tem uma versão para o ferimento. Cada versão narra um aspecto da guerra: a) o saque feito nos campos de batalha por brasileiros e paraguaios que levavam roupas, armas e suprimentos dos mortos; b) momentos amistosos entre os dois lados inimigos em que conversam, bebem e fumam juntos; c) romances e negociações entre militares e comerciantes. Comentários de José Murilo de Carvalho, Ricardo Henrique Salles (Unirio) e Lilia Moritz Schwarcz (USP).

9 – Propaganda e repressão, Rio de Janeiro, 1942. Em uma mesa do Bar Amarelinho, na Cinelândia, alguns jornalistas conversam sobre Getúlio Vargas, o Estado Novo e a censura aos jornais. Entre eles está o jovem Alves que, no dia seguinte será empregado no DIP por indicação de seu pai, importante empresário e simpatizante do Estado Novo. Alves participa de reunião com os chefes das cinco divisões do DIP: Divulgação, Rádio-difusão, Cinema e Teatro, Turismo e Imprensa onde são discutidas estratégias de cada setor. Comentários de Ângel Castro Gomes (CPDOC-FGV), Marieta de Moraes Ferreira (CPDOC-FGV) e Maurício Parada (PUC-RJ).

10 – O sonho de Juscelino, Brasília, 1958. Brasília já está praticamente pronta e essa será a última noite em que o presidente dormirá no Catetinho. Sebastião, velho mordomo que acompanha Kubitschek desde o Rio de Janeiro, e Nascimento, jovem mordomo que assumirá o cargo na nova capital, trabalham juntos para deixar tudo arrumado. Mas as diferenças entre os dois mordomos são muitas: discordam sobre a construção da capital e sobre sua arquitetura. Comentários de Marly Silva da Motta (CPDOC-FGV), Marieta de Moraes Ferreira (CPDOC-FGV), Santuza Cambraia (PUC-Rio e UCAM).

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